Falso elitismo

ImageA partir da leitura do texto Lubrificantes sociais e elitismo, de Eduardo Pinheiro, várias questões foram levantadas sobre o repúdio que parte da sociedade tem sobre a cultura mais massificada, mais popular. Durante o debate, além da conversa sobre vários exemplos cotidianos, discutiu-se as relações de pertencimento e de identificação, revelando a necessidade, não só mostrarmos o que somos, do que gostamos,  mas também, de mostrar o que não somos e a que grupo não pertencemos.

As discussões levaram em conta ainda o falso elitismo: gostar de certo produto cultural, mas manter esse gosto às escondidas, revelando à sociedade somente o que acredita ser de uma cultura mais elevada, mais digna, de maior reconhecimento do grupo social a que pertence.

É dito popular que tão importante quanto saber o que se quer (ou o que se gosta) é saber o que não se quer, mas muitas vezes deixamos que as coisas que não gostamos tomem lugar central nas nossas declarações. O autor ainda chama atenção para o que ele chama de lubrificante social: a conversa sobre amenidades, extremamente voltada ao consumo, que nos aproxima do nosso grupo social através da negação e da crítica à cultura de outros grupos.

Texto de Mateus Dias Vilela

Cultura no GEISC

Falar sobre cultura é algo que sempre gera inúmeras discussões. A fim de propor seu significado, seja em qual área do conhecimento for, esta categoria parece permear os diálogos cotidianos, mesmo que sem a intencionalidade de indicar constructos. Assim, no dia 03 de abril de 2012, O GEISC (GRUPO DE ESTUDOS SOCIEDADE, IMAGINÁRIO e CULTURA), reuniu seus integrantes para debater este conceito nos mais diferentes âmbitos, e pelas mais variadas lentes teóricas, tais como, Barthes, Haussem e Chaui.

Idéias como a de Haussem (1997), que nos diz que a Cultura é a identidade de uma comunidade, são seus símbolos, normas, instrumentos, enfim, aquilo que demarca determinado traço que a faz permanecer e sobreviver a determinado ambiente, nos fazem perceber esta categoria como algo atrelado a insígnia nativa. Já em Barthes (2009), é linguagem, e ao mesmo tempo é tudo, um intertexto, que permeia os indivíduos desde sempre. Por esta visão, podemos perceber que somos em um todo, Cultura, pois ela está impressa em nosso DNA, bem como é passível de mudança de acordo com o espaço em que estamos e nossa evolução. Chauí, no entanto, nos traz um enfoque um pouco distinto dos demais, em que nos evidencia a questão da formação e educação do ser humano, o construir deste sujeito. Esta percepção, contudo, nos remete ao que há de mais palpável e empírico sobre Cultura.

A partir destas concepções, e dos entendimentos dos integrantes do grupo, parece ter-nos orientado a novas construções de significados a partir da Cultura e subjetividade de cada indivíduo, bem como, de sua pluralidade em organização.

Texto de Fernanda Lopes de Freitas.