Falso elitismo

ImageA partir da leitura do texto Lubrificantes sociais e elitismo, de Eduardo Pinheiro, várias questões foram levantadas sobre o repúdio que parte da sociedade tem sobre a cultura mais massificada, mais popular. Durante o debate, além da conversa sobre vários exemplos cotidianos, discutiu-se as relações de pertencimento e de identificação, revelando a necessidade, não só mostrarmos o que somos, do que gostamos,  mas também, de mostrar o que não somos e a que grupo não pertencemos.

As discussões levaram em conta ainda o falso elitismo: gostar de certo produto cultural, mas manter esse gosto às escondidas, revelando à sociedade somente o que acredita ser de uma cultura mais elevada, mais digna, de maior reconhecimento do grupo social a que pertence.

É dito popular que tão importante quanto saber o que se quer (ou o que se gosta) é saber o que não se quer, mas muitas vezes deixamos que as coisas que não gostamos tomem lugar central nas nossas declarações. O autor ainda chama atenção para o que ele chama de lubrificante social: a conversa sobre amenidades, extremamente voltada ao consumo, que nos aproxima do nosso grupo social através da negação e da crítica à cultura de outros grupos.

Texto de Mateus Dias Vilela

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