Falso jornalismo?

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Na última terça-feira, dia 22 de maio, o GEISC se reuniu para falar de dois assuntos importantes: o meu projeto de mestrado e o projeto do grupo para um futuro evento de metodologias. Primeiramente, apresentei a minha pesquisa, que consiste em estudar veículos de falsas notícias, tais como: O Bairrista, The Onion e The i-Piauí Herald. Depois discutimos o campo do falso jornalismo.

Esse fenômeno joga no palco da informação e do entretenimento e trouxe consigo novos questionamentos para velhos preceitos. Afinal, como pode o jornalista fazer parte de uma organização dessas? Para que serve o falso jornalismo? Por que está se disseminando tão rapidamente?

A constante vertente desse tipo de comunicação merece especial atenção. Não só por estar cada vez mais sofisticada, com vídeos em alta definição e contratação de jornalistas experientes. Mas também por seu impacto perante o público. A satirização de fatos reais e a criação de falsas reportagens pode atrapalhar o discernimento das pessoas, afetando o processo comunicativo.

Vimos que é um campo com poucas pesquisas, porém também exige um cuidado por não se tratar do jornalismo tradicional. Fizemos comparações com o new journalism, o gonzo, o Pasquim, entre outros.

Encerrada a discussão, partimos para a organização do evento de metodologias que pretendemos oferecer em novembro. Assim que tivermos o planejamento concreto do mesmo, postaremos aqui no blog.

Texto de Deborah Cattani

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Publicações com livre acesso

Em seu último encontro, o Geisc embarcou em um debate muito necessário ao mundo acadêmico, e cujo capítulo mais recente foi promovido pela Universidade de Harvard. Cansada do aumento abusivo promovido por editoras e portais de periódicos acadêmicos, a respeitada instituição de ensino e pesquisa norte americana pediu a seu corpo docente e discente um boicote à publicações que não tenham acesso livre.

Os problemas desta restrição acadêmica são evidentes a todos nós pesquisadores. Ora, quem nunca sentiu a frustração de encontrar um artigo que poderia enriquecer tanto a seu trabalho e viu o aviso de que o acesso é fechado? A quem é de interesse a restrição de informação de cunho puramente acadêmico? Certamente tal prática não favorece à alunos, professores ou universidades e outras instituições de pesquisa, uma vez que a pesquisa e conhecimento científico deveriam ter por primazia serem compartilhados o máximo possível. Ademais há muito que se pensar sobre a legitimidade de indexadores ou publicações em que os autores ou revistas publicadas pagam para serem publicados. Infelizmente esta é a situação da pesquisa atualmente, no entanto é importante ouvir a apelos, como o da Universidade de Harvard, para que haja possibilidade de conseguirmos mudar as práticas do mundo acadêmico que de nada ajudam à propagação de conhecimento.

Texto de Lucia Coutinho

Jornada de Recepção

Colegas, mais uma oportunidade de conhecer e apresentar novos trabalhos:

1 Jornada Gaúcha de Pesquisadores da Recepção – 18 e 19 de outubro de 2012

Prazo para envio de resumos expandidos: 30 de junho.

Informações e programação: Jornada de Recepção