Reunião sobre qualificação

Texto de Eduardo Ritter

Na reunião do dia 17 de abril, conforme previsto no cronograma do Geisc, pude falar sobre como foi a banca de qualificação da minha tese de doutorado, realizada em janeiro, e sobre o andamento do processo de solicitação de bolsa sanduíche para estágio doutoral no exterior, oferecida pela Capes. Começo, então, pela banca de qualificação.

Minha banca de qualificação de tese foi formada pelos professores Beatriz Dornelles (orientadora), Juremir Machado da Silva (PPGCOM/PUCRS) e Ricardo Timm de Souza (PPGL/PUCRS). Como foi exposto no encontro, a proposta da tese é estudar o Jornalismo Gonzo a partir do conceito de parresía, criado na Grécia Antiga, e retomado por Foucault no início dos anos 1980. A parresía, genericamente, é uma fala franca que ocorre no espaço público e que coloca o seu emissor em uma situação de risco. Ou seja, a hipótese defendida é que a prática do jornalismo gonzo, feita pelo jornalista norte-americano Hunter S. Thompson nos anos 1960 e 1970, foi uma prática onde a parresía era uma constante. As contribuições feitas pelos professores da banca foram muito esclarecedoras e estão me ajudando muito a dar continuidade ao trabalho.

Em um segundo momento, falei sobre o andamento do processo de solicitação para bolsa sanduíche de estágio doutoral no exterior. Relatei a minha experiência sobre os trâmites enfrentados e algumas dificuldades burocráticas que tornam o processo lento. O ideal sugerido pelo Programa, e que também sugiro a todos, é que, para a bolsa sanduíche nos Estados Unidos o processo inicie seis meses antes e, para outros lugares onde não é exigido visto, quatro meses. No meu caso, recebi a carta de concessão para ficar de agosto de 2013 até julho de 2014 na New York University (NYU) e agora aguardo a implementação da bolsa para o período aprovado.

Falar sobre esses dois assuntos, que estão integralmente presentes na minha vida, foi um prazer e espero ter ajudado aqueles que também pretendem fazer estágio doutoral fora do Brasil.

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Encontro sobre Foulcault

Em nosso último encontro do GEISC (29/04/13) pude ter o prazer de apresentar um breve resumo sobre vida e obra de Michel Foucault. Não sou uma pesquisadora Foucaultiana, nem sei tanto quanto gostaria desse autor, no entanto percebo que é um autor pouco trabalhado em nossas linhas de pesquisa, mesmo sendo um autor que trabalha conceitos tão caros à comunicação.

“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo”, por essa frase já podemos ter uma breve ideia sobre quem é Foucault. “Fazer a história de como nos constituímos sujeitos de verdades (ou de como nos assujeitamos às verdades de nosso tempo, ou ainda de como não cansamos de buscar discursos verdadeiros que nos constituam)”, essa era a ideia de trabalho do filósofo francês.

Durante sua vida circulou por universidades, hospitais, hospícios e prisões estudando o ser humano, as relações de poder que movem a sociedade e os discursos de verdades presentes na sociedade. A partir de seus estudos podemos aprender novas/outras formas de fazer pesquisa além de trabalhar com conceitos cunhados por ele como discurso, poder, sujeito, governamento e outros conceitos-ferramentas.

Para ilustrar melhor as ideias discutidas nesse encontro, sugiro aos colegas que assistam o documentário “Foucault por ele mesmo”:

E aos colegas que se interessaram pela obra de Michel Foucault, aviso que o prof. Dr. Alfredo Veiga Neto (Educação-UFRGS) lançou na última semana um portal onde podemos encontrar textos de Foucault e sobre Foucault, vídeos e trabalhos que estão sendo realizados a partir das ideias de Foucault: http://www.michelfoucault.com.br/

Espero que essa reunião tenha sido tão prazerosa aos colegas quanto foi para mim, porque é sempre muito gratificante poder discutir temas interessantes com colegas e amigos.

Texto de Bruna Rocha Silveira.