Encontro do dia 28 de maio

Texto de Tauana Mariana Weinberg Jeffman
 
No encontro do dia 28 de maio, apresentei ao grupo algumas questões e teses relevantes, em minha concepção, da obra mais recente do professor Juremir Machado da Silva. O livro é um tanto quanto instigante, fazendo-nos discutir e debater diversos assuntos, sob pontos de vistas diferentes. Acredito que a apresentação cumpriu o seu papel: suscitou o diálogo, a inquietação e a reflexão dos membros do grupo sobre as questões que constam na obra.
 
Sobre o livro: se na sociedade do espetáculo de Guy Debord, o espetáculo é a “relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”, na sociedade midíocre vivemos o hiperespetáculo, a vez da “baixaria”, dos astros meteóricos, do Telóismo. Exemplos como a baixa cultura (há uma baixa cultura?), Thor, o filho de Eike Batista, Paris Hilton (a patricinha delinquente), o vaso sanitário do John Lenon, o casamento real, entre outros, são apresentados por Juremir para demostrar nossa mediocridade.
 
Enquanto a sociedade do espetáculo “pretendia revelar o filme de terror do capitalismo em que todos seríamos meros figurantes”; “a sociedade midíocre, caracterizada pela passagem ao hiperespetáculo, recolocou as coisas nos seus lugares: a mídia é apenas o espetáculo da sociedade. Coincidentemente em pleno acordo com a estética da mídia”. Segundo o autor, “a sociedade midíocre não é apenas a sociedade mediada ou determinada pela mediocridade absoluta da mídia em tempo integral, mas também e principalmente a sociedade em que a mídia é determinada pela mediocridade geral. A mediocridade, porém, pode ser um sistema de organização social eficiente, rentável, satisfatório e bem-sucedido.”
 
Saímos da pós-modernidade para a hipermodernidade. O “hiper é a aceleração que desfaz, dilui e leva, pelo excesso de tecnologia, de volta às origens”. Neste caso, presenciaremos a morte do direito autoral (pois todos terão direito ao conteúdo), o fim dos livros (pois serão plataformas ultrapassadas), e o fim da escrita (pois retornaremos para uma oralidade tecnológica, aliada à comunicação por meio de imagens). Nas palavras do autor, é a vingança das imagens e sua volta triunfal.
 
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