XI Semana da Imagem na Comunicação

O pesquisador e doutorando Mateus Vilela apresentou trabalho na XI Semana da Imagem na Comunicação, no grupo de Audiovisual. Confira o resumo expandido abaixo.

A CULTURA DA MOBILIDADE E A TELEVISÃO DIGITAL: A IMAGEM TELEVISUAL NOS DISPOSITIVOS MÓVEIS

A tecnologia digital em dispositivos móveis é bastante difundida na sociedade: celulares, tablets e computadores portáteis permitem que os indivíduos tenham acesso e distribuam informações de maneira rápida, constante e em qualquer lugar. Os meios de acesso pessoal estão, cada vez mais abandonando o ambiente doméstico, tomando as ruas e possibilitando um acesso always on. Mais recentemente, a ação do digital sobre os meios se deu em uma mídia tipicamente doméstica, a televisão, que com a digitalização, começa a ganhar as ruas através da possibilidade de recepção em dispositivos móveis.

Ao optar, com algumas adaptações, pelo padrão japonês de TV digital, questões como a transmissão móvel, nas figuras da mobilidade e da portabilidade são privilegiadas. É importante ressaltar que os dois conceitos, apesar de tratarem sobre a mobilidade, são distintos: enquanto a mobilidade é a transmissão de sinal televisivo para aparelhos portáteis, a portabilidade é a veiculação de conteúdo televisivo em aparelhos pessoais como celulares, por exemplo.

Com essa possibilidade de levar o conteúdo, e a própria TV, para um ambiente diverso do doméstico há uma mudança de paradigmas: os conteúdos, os formatos e a duração não podem ser os mesmos dos aparelhos convencionais. Há mudança nos quesitos de disponibilidade, atenção, tamanho de tela e legibilidade que devem ser levados em conta na transposição, ou antes, na construção do conteúdo a ser exibido nos dispositivos móveis. A televisão, a partir da tecnologia digital, ingressa na cultura da mobilidade, da qual, as mídias tradicionais, como o rádio e jornal já fazem parte.

A importância de se trabalhar a linguagem, segundo Vicente Gosciola (2003), está presente em cada obra hipermidiática desde o momento de sua roteirização, até na estrutura dos links e as possibilidades de intervenção. Negroponte (1995) afirma que uma das características do digital é justamente superar o duelo entre volume e profundidade. Isso porque o “querer saber mais” é parte integrante da multimídia, presente na base da hipermídia.

Mas, há necessidade de um trabalho maior e mais aprofundado na linguagem usada pelas emissoras nessa programação via aparelhos móveis. A simples transcrição do conteúdo que é veiculado no aparelho televisor para as mídias móveis limita o entendimento dos públicos, além de negar as especificidades do meio.

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