Geisc se despede de 2015

Para fechar o ano com chave de ouro, nas últimas semanas tivemos dois encontros do Geisc – nas terças, dias 24/11 e 1/12.

No primeiro deles, os colegas Cristine Pires e Jeferson Kozenieski Couto apresentaram seus projetos de pesquisa. O dela, que tem como objetivo analisar o mito da máfia no cinema de Hollywood, além de averiguar de que forma a narrativa fílmica constrói o perfil do mafioso, trouxe à pauta questões relacionadas a metodologias e à conceituação de mito. O dele, que discorre sobre o turismo de favela, abriu espaço às múltiplas possibilidades de abordagem teórica do tema – o foco no indivíduo, em uma perspectiva psicológica, ou um olhar sociológico e cultural, mais voltado aos aspectos coletivos envolvidos nesse tipo de experiência.

No segundo encontro, batemos um papo com o Prof. Dr. Carlos Gerbase sobre apresentações de trabalhos em eventos e a prática da docência. Questões como planejamento, sensibilidade, reação às respostas de alunos ou colegas e encadeamento de conteúdos foram alguns dos temas abordados.

Com certeza, os diálogos abriram portas para novas reflexões sobre a vida acadêmica e finalizaram de excelente forma a jornada de 2015 do Geisc.

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Temos Doutor!

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Na última terça-feira, o geisco Eduardo Ritter defendeu sua tese de doutorado e, logo em seguida, conversou com os colegas do grupo sobre a banca e experiências em concursos para professor.

A pesquisa, intitulada Jornalismo gonzo e parresía: mentiras sinceras e outras verdades discute a prática jornalística do norte-americano Hunter Thompson (1937-2005) com base no conceito foucaultiano de parresía: a coragem de dizer a verdade no espaço público, independente dos riscos profissionais e pessoais.

Como não poderia deixar de ser, a data foi comemorada em grande estilo com comes e bebes. Desejamos muita sorte ao recém-doutor!

 

#Geiscosporaí: um analista da pampurbana

Registro de viagem ao Peru, feito por João Vicente Ribas.
Registro de viagem ao Peru, feito por João Vicente Ribas.

O jornalista João Vicente Ribas, que possui mestrado em História e é, atualmente, doutorando em Comunicação Social e integrante do Geisc, é o criador e administrador do blog pampurbana, espaço que abriga textos sobre música e cultura, além de ensaios fotográficos realizados pela América Latina.

Criado em 2007, o pampurbana é uma espécie de sucessor do jornal alternativo Cadafalso, que João editava mensalmente em Passo Fundo desde 2005. Em formato standart, a publicação reunia artigos opinativos e entrevistas sobre cultura em geral, mas teve de ser descontinuado devido a dificuldades financeiras.

A solução foi encerrar o Cadafalso com uma edição comemorativa e migrar para o ambiente online com uma nova proposta. O pampurbana se refere principalmente a questões relacionadas aos gauchismos e à platinidade, e é abastecido frequentemente com artigos cheios de atitude e qualidade.

Um dos mais recentes textos produzidos pelo João é uma crítica cheia de estilo sobre o novo CD de Ian Ramil, filho do também músico Vitor Ramil, chamado Derivacivilização. Passa lá para conferir (basta clicar aqui) e aproveita para te cadastrar pra receber a newsletter mensal. Vale a pena!

Futebol, política e um papo fixe

1964. Filmagem do documentário "Subterrâneos do Futebol", na várzea do Rio Tietê em São Paulo. (Foto: Thomaz Farkas. Acervo: Instituto Moreira Salles - IMS)
1964. Filmagem do documentário “Subterrâneos do Futebol”, na várzea do Rio Tietê em São Paulo. (Foto: Thomaz Farkas. Acervo: Instituto Moreira Salles – IMS)

O último encontro do GEISC (27/10) foi marcado por temas dispostos ao debate: futebol e política, reunindo as perspectivas de dois continentes. O doutorando Marcel Neves Martins apresentou seu projeto de tese, intitulado “A folkcomunicação em um jornal de elite: a comunicação (construção) do sentido popular da Copa do Mundo pelo diário Zero Hora”. Através da análise de conteúdo e do aporte teórico da folkcomunicação, a tese pretende compreender como o sentido popular manifesta-se em um jornal concebido para as “elites”.

Vindo da Universidade do Minho, em Portugal, para temporada de estudos na PUCRS, o doutorando Esser Jorge Silva apresentou o projeto de investigação “Os profissionais da política: Estudo sobre a formação, estratégias e práticas duráveis da elite da política no período 1974-2014”. O trabalho baseia-se no tipo-ideal weberiano que diferencia o viver da política e o viver para a política e tem como objetivo geral compreender a atividade política enquanto modo de vida individual e profissional, analisando a carreira de político no quadro da sociologia das profissões, da sociologia política e na perspectiva antropológica dos estudos culturais.

O encontro foi uma grande oportunidade de troca cultural, tanto em termos acadêmicos como futebolísticos, políticos e (por que não?) linguísticos.

Experiências acadêmicas: doutorado sanduíche

Instituto de Ciências Sociais - Universidade do Minha, Braga.
Instituto de Ciências Sociais – Universidade do Minho (Braga, Portugal).

Na última terça-feira, dia 29 de setembro, as colegas Camila Garcia Kieling e Lucia Loner Coutinho relataram suas experiências de doutorado sanduíche – ambas realizadas em parceria entre a PUCRS e a Universidade do Minho (Braga – Portugal).

Foram salientadas as etapas relativas ao processo de seleção, assim como os detalhes referentes ao financiamento realizado pela Capes e pelo CNPq. As práticas acadêmicas também estiveram em pauta: disciplinas, seminários e congressos ganharam destaque.

Ainda, diversas características da cidade (Braga) e do país (Portugal) foram comentadas, tais como história, geografia, festividades, gastronomia e religião.

Bom Jesus Flores (Braga, Portugal)
Santuário do Bom Jesus do Monte (Braga, Portugal)

Democracia, comunidade e amor em tempos líquidos: debate sobre a obra de Zygmunt Bauman

No encontro do GEISC do dia 15 de setembro, o debate foi embalado pelas ideias do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Política, democracia, comunidade, amor e o dilema liberdade versus segurança foram alguns dos temas abordados.
A leitura que embasou o encontro foi um subcapítulo da dissertação da colega Micaela Rossetti, no qual é discutida a noção de pós-modernidade do autor e sua relação com a cultura. Além disso, assistimos a uma entrevista concedida por Bauman ao ciclo de conferências Fronteiras do Pensamento, que pode ser vista abaixo.

Nossa próxima reunião é dia 29 de setembro. Até lá!

#Geiscosporaí: Os desafios do jornalismo econômico

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A jornalista Cristine Pires, mestranda em Comunicação Social pela PUCRS, subeditora de Economia do Jornal do Comércio e integrante do GEISC, participou de um bate-papo com os estudantes do sexto semestre do curso de Jornalismo da ESPM, que tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a rotina de quem acompanha os fatos econômicos, de finanças e negócios na redação. O bate-papo ocorreu na disciplina de Jornalismo Especializado, da professora Karine Vieira.

Muitas vezes vista como uma área árida do Jornalismo, a economia ainda é um tabu, o que faz com que futuros profissionais – e até mesmo quem já está no mercado – tenham receio de se especializar ou buscar uma oportunidade na editoria. “Temos que pensar que a economia é algo que faz parte da vida de todos nós e que qualquer pauta tem viés econômico, desde o buraco de rua até o futebol”, disse Cristine. O primeiro pressuposto, segundo ela, é não ter receio de perguntar para a fonte, até que tudo seja realmente esclarecido. “Nunca conseguiremos escrever sobre algo que não entendemos.”

A leitura é fundamental para manter-se informado e buscar subsídios para elaborar uma boa matéria. Mesmo as reportagens mais específicas, em setores como mercado de capitais e agronegócios, por exemplo, podem ser bem exploradas a partir de uma pesquisa criteriosa em fontes oficiais e em trabalhos acadêmicos. “Hoje, temos inúmeras formas de buscar informações confiáveis antes de sair para uma pauta”, argumentou.