Reunião de 12 de setembro

Texto de Marcia Briones

No dia 12 de setembro expus aos colegas do GEISC a base do meu projeto de dissertação. Dando continuidade ao estudo iniciado na graduação em Relações Públicas, com o tema Os dilemas da comunicação intercultural: estudo de casos de refugiados do golpe militar chileno, o meu assunto atualmente trata da Exposição como Dispositivo de Comunicação Intercultural; mais especificamente, com estudo de casos de exibições que envolvam a questão dos direitos humanos, sob orientação do Prof. Dr. Jacques Wainberg.

A problemática situa-se em como a exposição pode comunicar através do conhecimento e informação de cunho intercultural, conscientizando a sociedade a respeito da memória coletiva e da história dos eventos que atentaram aos direitos humanos, ampliando o olhar de cada geração para que estes ciclos evoluam na busca de uma sociedade mais ciente, que não reproduza os mesmos erros. Alguns dos possíveis exemplos são o Museo de la Memoria y los Derechos Humanos – Santiago, Chile, Imperial War Museum – Londres, Inglaterra, House of Terror – Budapeste, Hungria,National September 11 Memorial & Museum – New York, USA e exposições temporárias, como as que acontecem no Musée Quai Branly – Paris, França e a exibição 6 billiards d’autres da Good Planet Foundation.

Através do debate com os colegas, ficou clara a importância de tratar também da memória coletiva, e não apenas da conscientização social (objetivo geral de todo comunicador), entre outras ideias de estudo de caso, como o Memorial aos Judeus Mortos da Europa – Berlim, Alemanha.

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Reunião de 25 de junho

Texto de Camila Garcia Kieling

Na reunião do dia 25 de junho, apresentei aos colegas do Geisc o meu ainda incipiente projeto de tese de doutoramento. A pesquisa tem como título provisório “Editoriais da grande imprensa e os primeiros anos da ditadura militar no Brasil (1964-1968)”. A ideia é analisar o discurso dos editoriais de cinco grandes jornais brasileiros (Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil e Correio da Manhã), procurando entender o posicionamento editorial de cada um em relação ao golpe militar de 1º de abril de 1964 e seus desdobramentos, até o Ato Institucional nº 5, em 1968, cobrindo, assim, os principais acontecimentos que deflagraram e consolidaram a ditadura militar brasileira.

O debate com os colegas foi bastante produtivo, uma vez que o tema da pesquisa pôde ser trazido para o tempo presente e relacionado com as manifestações que ocorreram no Brasil nas últimas semanas. Em uma análise superficial de alguns trechos dos editoriais, foi possível perceber que certos discursos presentes nos jornais em 1964 voltam a aparecer neste momento de crise, como a associação de movimentos sociais à violência e a tentativa de forças conservadoras de se colocarem ao lado dos protestantes sob a máscara de valores amplos, como a defesa da democracia e da ética, por exemplo.

Encontro do dia 11 de junho

Texto de Karine Ruy

Na última reunião do Geisc, tive novamente a oportunidade de falar sobre o meu projeto de tese, batizado, por enquanto, como “Câmera na mão e pouco dinheiro no bolso – a produção e a circulação de filmes de baixíssimo orçamento no Brasil”. Com orientação do professor Carlos Gerbase, meu desafio é identificar e interpretar as especificidades de filmes brasileiros realizados com baixo custo. Para fins metodológicos, definimos o teto orçamentário em R$ 200 mil. Mas claro que em uma pesquisa acadêmica precisamos tomar cuidado para que a rigidez não nos faça ignorar traços do objeto que podem trazer mais riqueza para o nosso debate.

Inicialmente eu tinha a ideia de trazer para análise dados nacionais, mas orientação vai, orientação vem, chegamos à conclusão que seria melhor fechar o corpus de análise no Rio Grande do Sul. Como as informações “de bastidores” serão imprescindíveis para a pesquisa essa proximidade vai facilitar, e muito, o trabalho e a qualidade das informações.

Discutir questões da tese com os colegas do Geisc sempre se transforma em um estímulo para baixar a cabeça e mergulhar no trabalho. Ao responder dúvidas e questionamentos conseguimos renovar o olhar sobre o nosso trabalho e seguir em frente com mais consciência daquilo que pretendemos construir ao final desses quatro anos.

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Além da colega Karine, Daniela Grimberg também apresentou seu projeto de dissertação de mestrado e o grupo discutiu sobre a publicação que será lançada em breve.

Encontro do dia 28 de maio

Texto de Tauana Mariana Weinberg Jeffman
 
No encontro do dia 28 de maio, apresentei ao grupo algumas questões e teses relevantes, em minha concepção, da obra mais recente do professor Juremir Machado da Silva. O livro é um tanto quanto instigante, fazendo-nos discutir e debater diversos assuntos, sob pontos de vistas diferentes. Acredito que a apresentação cumpriu o seu papel: suscitou o diálogo, a inquietação e a reflexão dos membros do grupo sobre as questões que constam na obra.
 
Sobre o livro: se na sociedade do espetáculo de Guy Debord, o espetáculo é a “relação social entre pessoas, mediatizada por imagens”, na sociedade midíocre vivemos o hiperespetáculo, a vez da “baixaria”, dos astros meteóricos, do Telóismo. Exemplos como a baixa cultura (há uma baixa cultura?), Thor, o filho de Eike Batista, Paris Hilton (a patricinha delinquente), o vaso sanitário do John Lenon, o casamento real, entre outros, são apresentados por Juremir para demostrar nossa mediocridade.
 
Enquanto a sociedade do espetáculo “pretendia revelar o filme de terror do capitalismo em que todos seríamos meros figurantes”; “a sociedade midíocre, caracterizada pela passagem ao hiperespetáculo, recolocou as coisas nos seus lugares: a mídia é apenas o espetáculo da sociedade. Coincidentemente em pleno acordo com a estética da mídia”. Segundo o autor, “a sociedade midíocre não é apenas a sociedade mediada ou determinada pela mediocridade absoluta da mídia em tempo integral, mas também e principalmente a sociedade em que a mídia é determinada pela mediocridade geral. A mediocridade, porém, pode ser um sistema de organização social eficiente, rentável, satisfatório e bem-sucedido.”
 
Saímos da pós-modernidade para a hipermodernidade. O “hiper é a aceleração que desfaz, dilui e leva, pelo excesso de tecnologia, de volta às origens”. Neste caso, presenciaremos a morte do direito autoral (pois todos terão direito ao conteúdo), o fim dos livros (pois serão plataformas ultrapassadas), e o fim da escrita (pois retornaremos para uma oralidade tecnológica, aliada à comunicação por meio de imagens). Nas palavras do autor, é a vingança das imagens e sua volta triunfal.
 

Reunião sobre qualificação

Texto de Eduardo Ritter

Na reunião do dia 17 de abril, conforme previsto no cronograma do Geisc, pude falar sobre como foi a banca de qualificação da minha tese de doutorado, realizada em janeiro, e sobre o andamento do processo de solicitação de bolsa sanduíche para estágio doutoral no exterior, oferecida pela Capes. Começo, então, pela banca de qualificação.

Minha banca de qualificação de tese foi formada pelos professores Beatriz Dornelles (orientadora), Juremir Machado da Silva (PPGCOM/PUCRS) e Ricardo Timm de Souza (PPGL/PUCRS). Como foi exposto no encontro, a proposta da tese é estudar o Jornalismo Gonzo a partir do conceito de parresía, criado na Grécia Antiga, e retomado por Foucault no início dos anos 1980. A parresía, genericamente, é uma fala franca que ocorre no espaço público e que coloca o seu emissor em uma situação de risco. Ou seja, a hipótese defendida é que a prática do jornalismo gonzo, feita pelo jornalista norte-americano Hunter S. Thompson nos anos 1960 e 1970, foi uma prática onde a parresía era uma constante. As contribuições feitas pelos professores da banca foram muito esclarecedoras e estão me ajudando muito a dar continuidade ao trabalho.

Em um segundo momento, falei sobre o andamento do processo de solicitação para bolsa sanduíche de estágio doutoral no exterior. Relatei a minha experiência sobre os trâmites enfrentados e algumas dificuldades burocráticas que tornam o processo lento. O ideal sugerido pelo Programa, e que também sugiro a todos, é que, para a bolsa sanduíche nos Estados Unidos o processo inicie seis meses antes e, para outros lugares onde não é exigido visto, quatro meses. No meu caso, recebi a carta de concessão para ficar de agosto de 2013 até julho de 2014 na New York University (NYU) e agora aguardo a implementação da bolsa para o período aprovado.

Falar sobre esses dois assuntos, que estão integralmente presentes na minha vida, foi um prazer e espero ter ajudado aqueles que também pretendem fazer estágio doutoral fora do Brasil.

Encontro sobre Foulcault

Em nosso último encontro do GEISC (29/04/13) pude ter o prazer de apresentar um breve resumo sobre vida e obra de Michel Foucault. Não sou uma pesquisadora Foucaultiana, nem sei tanto quanto gostaria desse autor, no entanto percebo que é um autor pouco trabalhado em nossas linhas de pesquisa, mesmo sendo um autor que trabalha conceitos tão caros à comunicação.

“Não me pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo”, por essa frase já podemos ter uma breve ideia sobre quem é Foucault. “Fazer a história de como nos constituímos sujeitos de verdades (ou de como nos assujeitamos às verdades de nosso tempo, ou ainda de como não cansamos de buscar discursos verdadeiros que nos constituam)”, essa era a ideia de trabalho do filósofo francês.

Durante sua vida circulou por universidades, hospitais, hospícios e prisões estudando o ser humano, as relações de poder que movem a sociedade e os discursos de verdades presentes na sociedade. A partir de seus estudos podemos aprender novas/outras formas de fazer pesquisa além de trabalhar com conceitos cunhados por ele como discurso, poder, sujeito, governamento e outros conceitos-ferramentas.

Para ilustrar melhor as ideias discutidas nesse encontro, sugiro aos colegas que assistam o documentário “Foucault por ele mesmo”:

E aos colegas que se interessaram pela obra de Michel Foucault, aviso que o prof. Dr. Alfredo Veiga Neto (Educação-UFRGS) lançou na última semana um portal onde podemos encontrar textos de Foucault e sobre Foucault, vídeos e trabalhos que estão sendo realizados a partir das ideias de Foucault: http://www.michelfoucault.com.br/

Espero que essa reunião tenha sido tão prazerosa aos colegas quanto foi para mim, porque é sempre muito gratificante poder discutir temas interessantes com colegas e amigos.

Texto de Bruna Rocha Silveira.

Reunião do dia 2 de abril

Na reunião do dia 02 de abril, tivemos a apresentação dos novos integrantes, bem como, foi aplicado um exercício metodológico, proposto pelo Prof. Jorge Gonzalez, da Universidade Autônoma do México, em que todos nós podemos apresentar um pouco dos nossos projetos, e também debater sobre nossos objetivos, conceitos e teorias que permeiam nossos projetos, tanto de dissertação, como de tese.

Através deste exercício, conseguimos visualizar a pluralidade dos objetos de estudos e suas perspectivas metodológicas, fazendo emergir um pequeno debate sobre os temas abordados. Na data, foram acertados alguns pontos sobre a publicação conjunta dos grupos de estudos, bem como suas diretrizes.

Estavam presentes na reunião:

Aline Bianchini
Angelo Muller
Camila Kieling
Candida Hansem
Daniela Grimberg
Eduardo Ritter
Fernanda Lopes de Freitas
Karina Weber
Karine Ruy
Lúcia Coutinho
Márcia Briones
Vicente Medeiros