II Congresso da Rede CRI2i será realizado em Porto Alegre

O Grupo de Estudos sobre Comunicação e Imaginário (IMAGINALIS) realizará, em outubro, o II Congresso da Rede CRI2i (Centre de Recherches Internationales sur l’Imaginaire). O evento, que acontecerá na UFRGS, Porto Alegre, dá continuidade à política de itinerância estabelecida no estatuto da rede quando de sua fundação em Cluj-Napoca, em 2012, na Romênia.

Com tema geral “A Teoria Geral do Imaginário 50 anos depois: conceitos, noções, metáforas” e coordenado por Jacques Wunenburger (Université Jean Moulin – Lyon 3) e Ana Taís Martins Portanova Barros (UFRGS), o Congresso acontecerá de 29 a 31 de outubro e já está com as pré-inscrições para congressistas abertas – até 30 de abril. 

Quem deseja enviar trabalhos deve encaminhar um resumo expandido de 2 mil a 4 mil caracteres, em parágrafo único. Neste limite, estão incluídos o título, as palavras-chave e texto do resumo propriamente dito, além das referências bibliográficas principais.  Pesquisadores e pós-graduandos podem se inscrever para mesas-redondas (apenas em francês) ou para um dos quatro Grupos de Trabalho: Imaginário, ciência e tecnologia; Imaginário e cotidiano; Imaginário e Mídia e Imaginário e linguagens. 

Mais informações: http://www.ufrgs.br/cri2i/11058403_640310056113592_2278877340031952928_n

 

 

 

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Primeira apresentação internacional

No final de setembro, entre os dias 27 e 29, ocorreu a décima edição do Lusocom, evento realizado pela Federação Lusófona de Ciências da da Comunicação, no Centro de Administração e Políticas Públicas, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, Universidade Técnica de Lisboa. As inscrições ocorreram no início do período letivo do primeiro semestre e eu fui aceita para apresentação do artigo “O REAL, O FALSO E A IDENTIDADE GAÚCHA: Análise de conteúdo do jornal O Bairrista”.

O tema atual focou na problematização das ciências da comunicação no espaço lusófano, mas os Grupos de Trabalho (GTs) se dividiram em uma ampla gama, das telecomunicações às novas mídias, das teorias às identidades. Acabei por escrever um artigo específico para o evento, já que tive tempo entre as etapas de seleção. Aconselho, quando possível, que se faça o mesmo, pois pode elevar as chances de aceite.

Depois de confirmada a inscrição, enfrentei alguns dilemas, entre eles a ida à Portugal, afinal não é todo dia que se sai do continente. Comprar as passagens foi uma missão, porém dei sorte, a organização do Lusocom divulgou os trabalhos três meses antes da realização do congresso. Comecei a me organizar no exato momento, assim a viagem seria mais fácil e mais barata.

Um erro que cometi, foi chegar um dia antes do evento em Lisboa. O voo daqui até lá tem quase 12h e é extremamente cansativo. Cheguei exausta e como ficaria em Portugal apenas três dias, fui fazer turismo na saída do aeroporto. No dia seguinte começava

Eu e a minha colega Maria Teresa no evento

o congresso e fui praticamente sem dormir. As palestras foram legais, principalmente porque os portugueses têm uma visão teórica diferente da nossa, eles são mais tradicionais e conservadores. No primeiro momento, a ênfase se deu no crescimento de pesquisas lusófanas nos últimos 10 anos.

À tarde, os GTs tiveram início. O meu era sobre comunicação e representações identitárias e continha cinco apresentações. Tinha gente da Unisinos e da universidade do Minho, a mediadora, a professora Ana Isabel Rodríguez, era da Universidade de Santiago de Compostela. Quando fui apresentar, comecei falando bem devagar, pois achei que eles podiam ter dificuldade em me entender, mas logo vi que a comunicação era praticamente perfeita entre nós. Fiz 10 slides e usei meus 15 minutos inteiros, nem mais nem menos. A experiência foi ótima, não só eles gostaram do trabalho, como saí de lá com indicações de outros jornais impressos que continham sessões de falsas notícias.

Os anais oficiais não saíram ainda no site, mas já recebemos o CD com o e-book. Disponibilizo meu artigo para leitura aqui. E o programa do evento está aqui.

GEISC no Intercom 2012

O GEISC marcou presença no XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2012, realizado entre os dias 3 e 7 de setembro na Universidade de Fortaleza (UNIFOR).

Conheça os trabalhos apresentados pelos colegas do GEISC no Intercom 2012:

Lirian Sifuentes –  GP Teorias da Comunicação

Título: Incursões pelos estudos de recepção: retomadas históricas e perspectivas futuras

Resumo: Os estudos de recepção contam com um percurso histórico de mais de três décadas, sendo possível localizar seu surgimento teórico na criação do modelo Encoding/Decoding, por Stuart Hall, em 1974, e empírico na publicação de “The Nationwide Audience”, por David Morley, em 1980. Hoje, acompanhando as discussões pertinentes à contemporaneidade, o campo coloca novas questões para serem pensadas pelos investigadores da recepção. O objetivo desse texto é situar essa trajetória, destacando as discussões relativas aos distintos momentos, e as perspectivas que se colocam para o presente e o futuro das pesquisas empíricas sobre as audiências.

Artigo completohttp://www.intercom.org.br/sis/2012/resumos/R7-1418-1.pdf

Eduardo Ritter – GP História do Jornalismo

Título: Jornalismo Gonzo: medo e delírio no New Journalism

Resumo: Quando o jornalista norte-americano Hunter S. Thompson escreveu em 1971 uma série de artigos para a Revista Rolling Stone sobre a busca do sonho americano em Las Vegas, ele criava, em meio ao New Journalism, um tipo de jornalismo que ficou conhecido como jornalismo gonzo. Essa prática jornalística, que resultou na publicação do livro Medo e delírio em Las Vegas, ficou conhecida no mundo ocidental. Entretanto, há poucos estudos em língua portuguesa sobre esse tipo de jornalismo. Dessa forma, o presente artigo traz um resgate sobre a biografia de Hunter S. Thompson e de seu jornalismo gonzo. Afinal, a vida e a obra do autor, que jogou drogas, ironia, bebidas e humor no campo jornalístico e político, estão inseparáveis.

Artigo completo: http://www.intercom.org.br/sis/2012/resumos/R7-0362-1.pdf

Daniela Grimberg – GP Comunicação e Desenvolvimento Regional e Local

Título: Mídia e desenvolvimento: a ideologia do progresso tecnológico no encarte Mais Campo, de Zero Hora.

Resumo: O presente artigo trata-se de uma análise da ideologia nas formas simbólicas empregadas pelo suplemento Mais Campo, do jornal Zero Hora, no que toca à informação voltada à temática rural. A relação entre comunicação e desenvolvimento passou a ser explorada a partir da década de 1950, partindo-se do princípio de que a comunicação é peça-chave para impulsionar a adoção de certas práticas pelas comunidades agrárias, afetando diretamente economia e política regionais. Sob essa perspectiva, a imprensa, seja ela local ou não, está submetida ao modelo de desenvolvimento no qual está inserida, estando a grande mídia gaúcha diretamente ligada aos moldes do agronegócio praticado no estado. Com base na hermenêutica de profundidade e nas concepções de ideologia para Thompson (1995), a análise foi feita a partir de três matérias sobre a utilização de tecnologia pelo produtor rural.

Artigo completo: http://www.intercom.org.br/sis/2012/resumos/R7-2218-1.pdf

Mais informações sobre o Intercom 2012 em http://intercom.unifor.br/