Cultura no GEISC

Falar sobre cultura é algo que sempre gera inúmeras discussões. A fim de propor seu significado, seja em qual área do conhecimento for, esta categoria parece permear os diálogos cotidianos, mesmo que sem a intencionalidade de indicar constructos. Assim, no dia 03 de abril de 2012, O GEISC (GRUPO DE ESTUDOS SOCIEDADE, IMAGINÁRIO e CULTURA), reuniu seus integrantes para debater este conceito nos mais diferentes âmbitos, e pelas mais variadas lentes teóricas, tais como, Barthes, Haussem e Chaui.

Idéias como a de Haussem (1997), que nos diz que a Cultura é a identidade de uma comunidade, são seus símbolos, normas, instrumentos, enfim, aquilo que demarca determinado traço que a faz permanecer e sobreviver a determinado ambiente, nos fazem perceber esta categoria como algo atrelado a insígnia nativa. Já em Barthes (2009), é linguagem, e ao mesmo tempo é tudo, um intertexto, que permeia os indivíduos desde sempre. Por esta visão, podemos perceber que somos em um todo, Cultura, pois ela está impressa em nosso DNA, bem como é passível de mudança de acordo com o espaço em que estamos e nossa evolução. Chauí, no entanto, nos traz um enfoque um pouco distinto dos demais, em que nos evidencia a questão da formação e educação do ser humano, o construir deste sujeito. Esta percepção, contudo, nos remete ao que há de mais palpável e empírico sobre Cultura.

A partir destas concepções, e dos entendimentos dos integrantes do grupo, parece ter-nos orientado a novas construções de significados a partir da Cultura e subjetividade de cada indivíduo, bem como, de sua pluralidade em organização.

Texto de Fernanda Lopes de Freitas.

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Começar do começo (ou O início da vida acadêmica)

Olá colegas, na última terça-feira, dia 05 de abril, tivemos mais um encontro do Geisc. Nesse encontro, fizemos um exercício proposto pelo Prof. Dr. Jorge González em seminário ministrado no segundo semestre de 2010.
Nossa colega Poliana Pasa escreveu algumas linhas sobre o exercício feito nesse encontro:

“COMEÇAR DO COMEÇO (OU O INÍCIO DA VIDA ACADÊMICA)

É bem provável que eu não possa falar por todos os colegas, porém creio que o principal impacto das primeiras semanas do mestrado se dá na auto-estima. Para não deixá-la chegar a níveis irrisórios, é necessário investir num bom trabalho de manutenção. Pode ser algo bem pessoal, mas a minha técnica envolve a sistemática repetição de uma espécie de mantra consolador: “Eu sei o que estou fazendo aqui, eu sei o que estou fazendo aqui.” Basicamente, você precisa acreditar no fato de que, se o deixaram entrar no programa de pós-graduação, você não deve ser um idiota completo.
E, nesse sentido, a última reunião do GEISC ajudou bastante. A proposta do encontro era realizar um exercício epistemológico do professor Jorge Gonzáles. Em dez minutos, cada um deveria responder, por escrito e de forma objetiva, a seis questões sobre seu projeto de pesquisa:
1. Título
2. Área de interesse
3. Tópico de investigação
4. Problema prático
5. Pergunta de investigação
6. Problema de investigação
Depois do pânico inicial (Como assim falar sobre o meu projeto? Ele não está definitivamente pronto! E em dez minutos? E objetivamente?), com as respostas prontas, deveríamos nos reunir em pequenos grupos e compartilhar aquele misto de conceitos e boas intenções. O objeto da atividade era que os colegas entendessem de que raios você estava falando sem muita explicação. E, se não entendessem, seria uma oportunidade para arrecadar críticas construtivas e alguma dose de apoio intelecto-moral.
Apoio é o que todos queremos nessa fase de estudos intensivos. E, por isso, o exercício do professor Gonzáles é tão válido – ele é, acima de tudo, uma chance de ouvir e ser ouvido, com o benefício da opinião de gente que está no mesmo barco que você. Vale dizer que ninguém parece ter saído traumatizado para a vida e que eu saí me achando menos burra. Ainda muito confusa, mas longe de ser uma idiota completa.”

Obrigado Poliana pelas suas palavras.
Nos links a seguir, você pode encontrar outras impressões sobre o exercício proposto por González em 2010:
http://blogdoppgcom.wordpress.com/2010/10/26/por-uma-ciencia-em-desalinho/
http://joelfelipeguindani.blogspot.com/2010/10/um-encontro-com-o-pesquisador-e.html
E em nossos comentários, você pode deixar a sua opinião sobre o que fizemos no último encontro!

Não esqueçam, no dia 19, às 19h temos mais um encontro. Até lá!