Os labirintos da comunicação 

“Reunião do Geisc, terça-feira, 07.06.11.
Começou como brincadeira. O colega, Vilso, propôs a dinâmica. Deveríamos ler trechos aleatórios de um texto e recortar o parágrafo mais significativo. Um texto sem nome, sem paginação, sem identidade, para que nossas escolhas e percepções sofressem o mínimo de influências. Pois bem, na fase seguinte, o tema pertinente levou-nos a colocações diversas sobre as relações entre teoria e prática, a pesquisa em Comunicação e Literatura, a necessidade ou não de resultados visíveis e aplicáveis ao cotidiano e a delimitação do território dos estudos em Comunicação.
Ponderamos sobre a legitimidade do campo da Comunicação. Sobre as dificuldades que rondam o reducionismo e as generalizações. Mais importante: compartilhamos pontos de vista sobre os assuntos em foco e dividimos nossas dificuldades. Buscamos explicações uns nos outros, criamos um ambiente de reflexão. Esta não pareceu trazer-nos certezas, mas instigou-nos a perseguir na busca pela verdade, pela nossa verdade, de nossos trabalhos, da comunicação que nós pensamos e pesquisamos e fazemos.
Adiante, o clima de descontração se refez e reconstruímos o todo por meio das partes. Colamos os pedaços de papel: foram promovidos de recortes a um novo texto. Lida em voz alta, essa criação do grupo não soou perfeita, mas perfeitamente instigante a nossos espíritos curiosos e ávidos por conhecimento.”

Texto de Larissa  Reinhardt

Em tempo: o texto lido é o primeiro ensaio da obra Passeando no Labirinto, de Erick Felinto.

FELINTO, Erick. Passeando no labirinto: ensaios sobre as tecnologias e as materialidades da comunicação. Porto Alegre: Edipucrs, 2006.

Começar do começo (ou O início da vida acadêmica)

Olá colegas, na última terça-feira, dia 05 de abril, tivemos mais um encontro do Geisc. Nesse encontro, fizemos um exercício proposto pelo Prof. Dr. Jorge González em seminário ministrado no segundo semestre de 2010.
Nossa colega Poliana Pasa escreveu algumas linhas sobre o exercício feito nesse encontro:

“COMEÇAR DO COMEÇO (OU O INÍCIO DA VIDA ACADÊMICA)

É bem provável que eu não possa falar por todos os colegas, porém creio que o principal impacto das primeiras semanas do mestrado se dá na auto-estima. Para não deixá-la chegar a níveis irrisórios, é necessário investir num bom trabalho de manutenção. Pode ser algo bem pessoal, mas a minha técnica envolve a sistemática repetição de uma espécie de mantra consolador: “Eu sei o que estou fazendo aqui, eu sei o que estou fazendo aqui.” Basicamente, você precisa acreditar no fato de que, se o deixaram entrar no programa de pós-graduação, você não deve ser um idiota completo.
E, nesse sentido, a última reunião do GEISC ajudou bastante. A proposta do encontro era realizar um exercício epistemológico do professor Jorge Gonzáles. Em dez minutos, cada um deveria responder, por escrito e de forma objetiva, a seis questões sobre seu projeto de pesquisa:
1. Título
2. Área de interesse
3. Tópico de investigação
4. Problema prático
5. Pergunta de investigação
6. Problema de investigação
Depois do pânico inicial (Como assim falar sobre o meu projeto? Ele não está definitivamente pronto! E em dez minutos? E objetivamente?), com as respostas prontas, deveríamos nos reunir em pequenos grupos e compartilhar aquele misto de conceitos e boas intenções. O objeto da atividade era que os colegas entendessem de que raios você estava falando sem muita explicação. E, se não entendessem, seria uma oportunidade para arrecadar críticas construtivas e alguma dose de apoio intelecto-moral.
Apoio é o que todos queremos nessa fase de estudos intensivos. E, por isso, o exercício do professor Gonzáles é tão válido – ele é, acima de tudo, uma chance de ouvir e ser ouvido, com o benefício da opinião de gente que está no mesmo barco que você. Vale dizer que ninguém parece ter saído traumatizado para a vida e que eu saí me achando menos burra. Ainda muito confusa, mas longe de ser uma idiota completa.”

Obrigado Poliana pelas suas palavras.
Nos links a seguir, você pode encontrar outras impressões sobre o exercício proposto por González em 2010:
http://blogdoppgcom.wordpress.com/2010/10/26/por-uma-ciencia-em-desalinho/
http://joelfelipeguindani.blogspot.com/2010/10/um-encontro-com-o-pesquisador-e.html
E em nossos comentários, você pode deixar a sua opinião sobre o que fizemos no último encontro!

Não esqueçam, no dia 19, às 19h temos mais um encontro. Até lá!