Reunião 11/05

No encontro do dia 11 de maio, coube a mim apresentar aos pesquisadores do Geisc o tema da minha dissertação: O mito da máfia no cinema: a representação social do gênero no século XX. O estudo ainda está em fase de elaboração para ser apresentado à banca de qualificação, e o título poderá sofrer alterações. Mesmo com as mudanças que, acredito, surgirão no caminho, compartilhar a pesquisa com os colegas abriu novos horizontes dentro da minha proposta.
O interesse em buscar decifrar o mito da máfia no cinema surgiu a partir da minha admiração pela obra O poderoso chefão (The godfather, 1972), de Francis Ford Coppola, considerada um ícone do cinema por diversos estudiosos. A partir do filme, passei a ler sobre a história da máfia. Percebi, então, que o personagem Don Corleone, interpretado por Marlon Brando, que despertara empatia em mim e em tantos espectadores que se declaram fãs da produção, ficou muito longe da figura do mafioso retratada pelos historiados.
A partir daí, entendi ser necessária uma análise da representação social das narrativas sobre a máfia para buscar compreender de que forma ela retrata esses criminosos ao longo do século. Vale destacar que a retratação da máfia pela sétima arte é quase tão antiga quanto a história do próprio cinema. Poucos anos depois da primeira exibição feita pelos irmãos Lumière, em 1895, o tema já habitava o imaginário dos espectadores. A mão negra (The black hand, Wallace McCutcheon, 1906) é considerada o primeiro registro cinematográfico do mundo do crime organizado.
Desde então, o tema é recorrente no cinema. Conforme levantamento que realizei em sites especializados em cinema e em instituições antimáfia, do início do século XX até hoje, foi produzida mais de uma centena de filmes apenas sobre a máfia italiana ou ítalo-americana, principalmente pela indústria cinematográfica de Hollywood e produtoras europeias, em especial a italiana.
Averiguar o aparecimento, desenvolvimento, diferenciação e situação da imagem do mafioso retratado no cinema, compreender seus significados no decorrer do tempo, são questões de extrema importância para interpretar as diferentes releituras culturais e ideológicas do personagem ficcional que se sobressai às telas e habita o imaginário da cultura popular.
Pelo vasto acervo encontrado sobre o tema, o trabalho irá avaliar um filme que representará cada duas décadas, respeitando a seguinte divisão:

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•    1900-1910 – The black hand (Wallace McCutcheon, 1906);

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•    1920-1930 – Alma no lodo (Little Ceaser, Mervyn LeRoy, 1930);

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•    1940-1950 – A mão negra (Black Hand, Richard Thorpe, 1950);

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•    1960-1970 – O poderoso chefão (The godfather, Francis Ford Coppola, 1972);

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•    1980-1990  – Os bons companheiros (Goodfellas, Martin Scorsese, 1990).

Para buscar compreender o contexto sócio-histórico e espaço-temporal, a pesquisa se vale dos pressupostos teórico-metodológicos dos Estudos Culturais, com base em Fredric Jameson e Douglas Kellner, em especial, com uma análise multiperspectívica para desvendar o que está por trás das imagens, seus contextos, a cultura da mídia e a histórias existentes nesses documentos cinematográficos.

por Cristine Pires

Aula Inaugural PPGCOM-PUCRS: “Mídia e eleições no Brasil: de Collor a Dilma”

 

Profa. Dra. Alessandra Aldé e Profa. Dra. Maria Helena Weber em nossa aula inaugural

No dia 8 de abril de 2011 aconteceu, na sala 301 da Famecos, a aula inaugural do semestre com a Profª Dra. Alessandra Aldé – UERJ e mediação da Profª Dra Maria Helena Weber – UFRGS.

Antes da aula, vimos o filme de Alessandra Aldé (IUPERJ) e Vicente Ferraz (Urca Filmes): Arquitetos do Poder. O filme, com duração de 90min, é resultado de uma investigação sobre as relações entre a mídia e a política e a evolução no uso das técnicas do marketing político ao longo da história recente do Brasil, e foi produzido a partir de entrevistas em profundidade gravadas com jornalistas, políticos e marqueteiros, que trabalharam nessas campanhas e que fazem parte dessa história.

Após a apresentação do filme, a Profª Dra. Alessandra comentou o processo de produção do filme e a importância do marketing político no Brasil. Segundo a pesquisadora, o marketing político é importante, mas o contexto e a conjuntura política são mais importantes do que o marketing. A Profª Dra. Alessandra diz que a campanha pode ser boa, mas se o contexto não for favorável, não adianta ter marketing.  Resumindo, o marketing sozinho não elege ninguém, mas a falta dele pode levar um candidato à derrota.

Se você se interessou pelo tema, há uma entrevista na revista Estudos Políticos em que a Profª. Dra. Alessandra Aldé explica o processo de produção do filme: http://revistaestudospoliticos.com/arquitetosdopoder/

E para quem perdeu a exibição do filme, deixamos um link onde se pode realizar o download de Arquitetos do Poder: clique aqui.

Os alunos do Geisc agradecem a presença das professoras Alessandra Aldé e Maria Helena Weber nesse início de ano letivo, e parabeniza a Prof. Dra. Maria Helena Weber por sua recente nomeação para coordenação da área de Ciências Sociais Aplicadas na Capes, para o triênio 2011 – 2013.