Nuvem

nuvem GEISC2
Aí está a nuvem de palavras resultante do levantamento das pesquisas dos integrantes do GEISC. A tabela completa inclui tema, autores principais, método e objeto. A ideia é que essa ferramenta visual nos ajude a encontrar convergências e a direcionar os encontros do grupo.
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Experiência docente

A segunda reunião do grupo neste semestre, no dia 28 de agosto, foi fértil em discussões. Iniciando a sessão, discutimos o projeto de pesquisa elaborado pelo colega Mateus Vilela para a seleção de doutorado. Elementos como tema, objetivo e possíveis orientadores foram discutidas entre os colegas. Logo após, o tópico da reunião referiu-se aos textos que estão sendo produzidos pelos integrantes do grupo para o Dossiê GEISC – oportunamente falaremos mais a respeito. Sugestões sobre o andamento dos artigos compuseram as discussões.

Passamos, então, para o assunto que focarei neste post: experiências docentes. Eu e o colega Eduardo Ritter compartilhamos um pouco de nossas vivências como professores. Em ambos os casos, o tempo de docência no ensino superior é curto: eu iniciei na atividade em fevereiro de 2011, na Universitária Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó), e o Eduardo começou em agosto do mesmo ano como professor substituto da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), ambos no curso de Jornalismo. Cada semestre em sala de aula, no entanto, é rico em experiências e nos faz ver de outra perspectiva a carreira acadêmica.

As temáticas abordadas no encontro foram desde as seleções/concursos docentes, passando pela “escolha” das disciplinas a serem ministradas por nós, até o dia a dia em sala de aula, destacando as maiores dificuldades encontradas no cotidiano da universidade.

Elenco a seguir alguns dos elementos que julgo mais pertinentes para pensar a carreira docente. Primeiro, é preciso destacar que a graduação, o mestrado ou mesmo o doutorado não nos preparam para dar aula. Esse já é um ponto pacífico quando se pensa em conhecimento de didática. Buscando amenizar essa deficiência, a maior parte dos cursos de mestrado e doutorado oferece alguma disciplina complementar na área de Metodologia do Ensino Superior. Considero esse tipo de disciplina fundamental, mas é pouco. Talvez especializações na área possam ser uma saída para nos dar mais confiança para atuarmos como professor. Mas, além da questão de despreparo didático, penso que é também central ter em mente que dificilmente lecionaremos sobre o tema de nossa pesquisa. Para suprir esse aspecto, penso que só há uma saída: estudar.

Um segundo ponto, relacionado ao primeiro, é que muitos de nós decidimos cursar o doutorado sem nunca ter tido experiência em sala de aula. Quando nos deparamos, in loco, com a carreira que escolhemos (a de professor universitário), podemos descobrir que não queremos/ não “temos jeito” para isso. Já tive conversas com amigas em início de carreira docente em que nos questionávamos: “é isso que quero fazer para o resto da vida?”. Conhecemos a vida de pesquisador, mas só imaginamos como é ser professor. Nessas conversas, ninguém tem certeza absoluta sobre ser professor. Mas também não sei se alguém tem sobre qualquer carreira, ou sobre qualquer coisa na vida…

Concluindo, a experiência docente é inquietante. Obriga-nos a estar sempre estudando, ampliando interesses, coloca-nos em frente a turmas (de cinco ou de 50, já tive as duas experiências) com personalidades tão diversas. Tudo isso é um desafio permanente. Enfim, acho que a vida docente não é para quem não quer desafios. Para os outros: boa sorte, e bons alunos, para nós!

Texto de Lírian Sifuentes

Apresentando projetos no Grupo 

Texto de Larissa Lauffer Reinhardt Azubel:

Dia 18 de outubro: Apresentando Projetos e Projetando Apresentações

Uma das atividades a que o nosso grupo se propõe é a apresentação dos Projetos de Pesquisa. Isso é fundamental, porque, a partir desse momento, podemos projetar as observações de nossa Banca de Qualificação. Além, é claro, de ser uma ocasião em que dividimos angústias, dúvidas, convicções e posicionamentos.

 Comigo não foi diferente. Em 18 de outubro, tive a oportunidade de fazer a exposição do meu trabalho, denominado, “Revistas Veja e Época: uma Análise Semiológica”. Num primeiro momento, falei sobre objeto, método e técnica de pesquisa. Depois, pude usufruir das observações pertinentes dos outros membros do Geisc. Neste dia, a colega Helen também fez sua apresentação. Confiram mais detalhes no post dela.

 Foram momentos importantes, em que diversas questões vieram à tona, para colaborar com a confecção de pesquisas em permanente construção, desde o início de 2011. Recomendo a todos que aproveitem a oportunidade. Mais produtiva, em minha opinião, antes de ir à primeira branca.

Os labirintos da comunicação 

“Reunião do Geisc, terça-feira, 07.06.11.
Começou como brincadeira. O colega, Vilso, propôs a dinâmica. Deveríamos ler trechos aleatórios de um texto e recortar o parágrafo mais significativo. Um texto sem nome, sem paginação, sem identidade, para que nossas escolhas e percepções sofressem o mínimo de influências. Pois bem, na fase seguinte, o tema pertinente levou-nos a colocações diversas sobre as relações entre teoria e prática, a pesquisa em Comunicação e Literatura, a necessidade ou não de resultados visíveis e aplicáveis ao cotidiano e a delimitação do território dos estudos em Comunicação.
Ponderamos sobre a legitimidade do campo da Comunicação. Sobre as dificuldades que rondam o reducionismo e as generalizações. Mais importante: compartilhamos pontos de vista sobre os assuntos em foco e dividimos nossas dificuldades. Buscamos explicações uns nos outros, criamos um ambiente de reflexão. Esta não pareceu trazer-nos certezas, mas instigou-nos a perseguir na busca pela verdade, pela nossa verdade, de nossos trabalhos, da comunicação que nós pensamos e pesquisamos e fazemos.
Adiante, o clima de descontração se refez e reconstruímos o todo por meio das partes. Colamos os pedaços de papel: foram promovidos de recortes a um novo texto. Lida em voz alta, essa criação do grupo não soou perfeita, mas perfeitamente instigante a nossos espíritos curiosos e ávidos por conhecimento.”

Texto de Larissa  Reinhardt

Em tempo: o texto lido é o primeiro ensaio da obra Passeando no Labirinto, de Erick Felinto.

FELINTO, Erick. Passeando no labirinto: ensaios sobre as tecnologias e as materialidades da comunicação. Porto Alegre: Edipucrs, 2006.

Apresentação de Pesquisas – 1 

Olá colegas,
Em nosso último encontro (03/05/11) foram apresentados os trabalhos de duas pesquisadoras do Grupo.
Para que todos possam acessar essas pesquisas, escrevemos um pequeno resumo sobre nossos trabalhos para deixar aqui no blog. Leiam, comentem e deem suas sugestões!

Pesquisa 1: Luciana Galhardi

Título provisório: Comunicação Institucional: a publicidade emocional utilizada pela Natura Cosméticos

O trabalho pesquisa o apelo emocional utilizado na publicidade insitucional da Natura Cosméticos. Através do método da sociologia compreensiva de Michel Maffesoli, temos como objetivo geral, compreender como a Natura se diz agir em sua comunicação institucional. Entender como ela se dirige aos seus públicos, e como os elementos comunicacionais – visuais e discursivos – ajudam a moldar e construir um mundo mais belo e unido, é a nossa meta. Para o corpus do nosso estudo selecionamos três campanhas publicitárias, enfatizando as três peças audiovisuais (vídeos) de cunho institucional que se caracterizam por usarem o apelo emocional, divulgando sua marca como forma de valorizar o indivíduo propagando o bem-estar.
Para alcançar um resultado satisfatório em nossa análise, delimitamos nosso problema de pesquisa nas seguintes questões: como o apelo emocional, na comunicação publicitária, cria vínculo afetivo entre a Natura e o consumidor; e como os elementos utilizados nas campanhas colaboram para a construção do imaginário social. Na busca da qualidade necessária, trabalharemos como escolha prioritária as seguintes categorias teóricas: a comunicação institucional, o imaginário, e a publicidade. Pretendemos apresentar uma análise adequada das peças publicitárias selecionadas, de forma que a Natura se sinta bem representada no que tange a sua comunicação institucional, passando pelos imaginários, pela estética da sedução, e pelo apelo emocional, na construção de uma comunicação persuasiva séria, de bom gosto e encantadora.

Pesquisa 2: Bruna Rocha Silveira
Título provisório: As representações das pessoas com deficiência nas telenovelas brasileiras

Meu projeto de dissertação mudou muito desde minha entrada no mestrado até o presente momento. Enquanto fazia as primeiras disciplinas do mestrado, estava em exibição, no horário nobre da TV Globo, a novela Viver a Vida, de Manoel Carlos. A novela não se diferenciava muito de outras histórias de Manoel Carlos: famílias ricas, residentes do Leblon (bairro nobre do Rio de Janeiro), formadas por pessoas belas com seus diferentes problemas pessoais. Mas em Viver a Vida houve um fato que fez dessa novela um divisor de águas: a personagem mais bela da novela, a mocinha da história sofre um acidente e fica tetraplégica. A partir desse fato, a realidade das pessoas com deficiência foi escancarada no horário nobre da TV brasileira, num dos programas de maior audiência do país. Ao contrário da grande maioria das novelas, em que uma cura milagrosa é criada para a personagem, Manoel Carlos optou por mostrar a realidade de uma pessoa com deficiência. Como sou uma pessoa com deficiência motora e por conviver com muitas pessoas com deficiências, foi inevitável o meu envolvimento e minha identificação com esta telenovela.
Enquanto a novela Viver a Vida estava no ar, percebi que pela primeira vez, em 11 anos de deficiência motora, eu podia falar sobre deficiências com qualquer pessoa à minha volta e era minimamente entendida. Nesse momento, percebi que esta novela tinha sim um grande impacto no comportamento da sociedade brasileira.
Fazendo um cruzamento dos temas deficiência e mídia no portal de dissertações e teses da Capes descobrimos que existem apenas seis dissertações e duas teses analisando esse cruzamento.  Assumi então o desafio de estudar as representações das pessoas com deficiência nas telenovelas, a partir dos Estudos Culturais.
Estudar as representações das pessoas com deficiência em telenovelas brasileiras se justifica em pelo menos três instâncias: a dos estudos das representações midiáticas, a da importância política dessas representações ao dar visibilidade a um tema que trata da inclusão, e da importância da telenovela, como um programa de abrangência nacional e transclassista.
Entendemos a deficiência a partir dos Disability Studies, encarando a deficiência como uma retórica cultural, e não um fato ou questão biológica. Tendo em vista tal realidade, nos perguntamos como a pessoa com deficiência física é representada nas telenovelas brasileiras e no que essas representações implicam em nossa sociedade e no cotidiano dessas pessoas.
Para pensar as representações e a cultura da mídia, nos valemos do aporte teórico de Stuart Hall e Douglas Kellner. Entendemos que a cultura da mídia pode contribuir para a reprodução de discursos estereotipados e preconceituosos quando falamos em grupos minoritários (sexo, idade, classe, cor, habilidades), bem como pode propiciar uma visão mais positiva sobre esses grupos.
Nesse momento a pesquisa encontra-se em vias de qualificação, sendo que já temos um mapeamento de todos os personagens com deficiência física apresentados nas telenovelas da Rede Globo (1965-2010) e a seleção dos capítulos a serem analisados, totalizando 59 capítulos, divididos em 6 categorias temáticas: 1. A deficiência; 2. Tratamentos de reabilitação; 3. Acessibilidade; 4. Formas de enfrentamento da deficiência; 5. Sexualidade; 6. A visão do “outro”.

Começar do começo (ou O início da vida acadêmica)

Olá colegas, na última terça-feira, dia 05 de abril, tivemos mais um encontro do Geisc. Nesse encontro, fizemos um exercício proposto pelo Prof. Dr. Jorge González em seminário ministrado no segundo semestre de 2010.
Nossa colega Poliana Pasa escreveu algumas linhas sobre o exercício feito nesse encontro:

“COMEÇAR DO COMEÇO (OU O INÍCIO DA VIDA ACADÊMICA)

É bem provável que eu não possa falar por todos os colegas, porém creio que o principal impacto das primeiras semanas do mestrado se dá na auto-estima. Para não deixá-la chegar a níveis irrisórios, é necessário investir num bom trabalho de manutenção. Pode ser algo bem pessoal, mas a minha técnica envolve a sistemática repetição de uma espécie de mantra consolador: “Eu sei o que estou fazendo aqui, eu sei o que estou fazendo aqui.” Basicamente, você precisa acreditar no fato de que, se o deixaram entrar no programa de pós-graduação, você não deve ser um idiota completo.
E, nesse sentido, a última reunião do GEISC ajudou bastante. A proposta do encontro era realizar um exercício epistemológico do professor Jorge Gonzáles. Em dez minutos, cada um deveria responder, por escrito e de forma objetiva, a seis questões sobre seu projeto de pesquisa:
1. Título
2. Área de interesse
3. Tópico de investigação
4. Problema prático
5. Pergunta de investigação
6. Problema de investigação
Depois do pânico inicial (Como assim falar sobre o meu projeto? Ele não está definitivamente pronto! E em dez minutos? E objetivamente?), com as respostas prontas, deveríamos nos reunir em pequenos grupos e compartilhar aquele misto de conceitos e boas intenções. O objeto da atividade era que os colegas entendessem de que raios você estava falando sem muita explicação. E, se não entendessem, seria uma oportunidade para arrecadar críticas construtivas e alguma dose de apoio intelecto-moral.
Apoio é o que todos queremos nessa fase de estudos intensivos. E, por isso, o exercício do professor Gonzáles é tão válido – ele é, acima de tudo, uma chance de ouvir e ser ouvido, com o benefício da opinião de gente que está no mesmo barco que você. Vale dizer que ninguém parece ter saído traumatizado para a vida e que eu saí me achando menos burra. Ainda muito confusa, mas longe de ser uma idiota completa.”

Obrigado Poliana pelas suas palavras.
Nos links a seguir, você pode encontrar outras impressões sobre o exercício proposto por González em 2010:
http://blogdoppgcom.wordpress.com/2010/10/26/por-uma-ciencia-em-desalinho/
http://joelfelipeguindani.blogspot.com/2010/10/um-encontro-com-o-pesquisador-e.html
E em nossos comentários, você pode deixar a sua opinião sobre o que fizemos no último encontro!

Não esqueçam, no dia 19, às 19h temos mais um encontro. Até lá!